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Arquivos para a Categoria ‘da vida’

há coisas mais fáceis outras mais difíceis.
apercebemo-nos de que a linguagem universal da brincadeira desaparece a partir de uma certa idade, causando algum isolamento e fazendo as crianças falarem outras línguas mesmo quando partilham a mesma.
os gostos definem-se, as preferências, os livros, os heróis dos filmes, as canções que se coreografam… e depois ningém sabe [...]

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de ondas…

A chuva em Dili traz atrás de si todo o lixo da montanha, tingindo o mar de castanho, decorando-o com todo o tipo de embalagens.
A chuva  traz o quotidiano para o mar; as embalagens de noodles, os copinhos plásticos de água. E se nos sentarmos quietos ali para os lados do Ocean View, quando a [...]

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de massagem 2 …

a menina desta vez não levanta as mãos não junta as palmas e não reza.
não chama o Deus para as mãos.
e massaja.
no dia seguinte acorda-se repousada pela primeira vez desde há muito tempo.
e fica-se a pensar que talvez a dor não exista quando Deus não é envolvido no assunto.

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de massagem 1 …

A menina levanta os braços, junta as palmas e fecha os olhos.
inspira.
ausenta-se.
reza.
e sente-se imediatamente que vai ser bom porque ela chamou o Deus para as mãos.
apesar disso, no dia seguinte dói tudo.
chame-se-lhe justiça divina…

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de amor e de sombras…

Irritam-me os blogs intimistas, de grande auto-análise e partilha, egocêntricos, praticamente anais.
Falemos então de mim.
Estou doente.
E repito: estou doente.
E digo-o outra vez: estou doente.
Estar doente não é estar fraco, nem fragilizado, nem dependente. Avaria-se-nos uma coisa. Concertamo-la. Ou não. No meu caso concertamo-la e pronto.
E fica-se triste, claro!
E chora-se e tal. Mas depois desperta-se e [...]

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de peixes e pássaros…

Passo a manhã a explicar à siciliana de serviço recentemente obcecada por Pablo Neruda, por ser talvez o único poeta de expressão castelhana que conhece(!!!!), que os poemas que escolhe são uma grande tontice e ninguém se toca quando lê sobre a a alma morta e o sofrimento atroz do espírito.
Passo-lhe um excerto do “livro [...]

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de acontece…

há dias em que nada faz muito sentido. organiza-se um raciocínio e transformamo-lo em palavras mas as palavras não soam como as pensámos e a coisa que se diz é a coisa que se pensou mas soava muito melhor na nossa cabeça.
as palavras são coisa muito perigosa e com grande tendência para a traição. soltamo-las [...]

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