Arquivo para Março, 2009

Março 24, 2009

de aniversário…

7 anos!

7!

sete…

e amigos amorosos

Tio Verme, Tiphaine, Paulinho, Tomé, Lita, Yukiko, Sienna, Anne-Marie, Carmen, Silvia, Diogo, Maria João, Sara, Diana, D.Marga, Carlos, Erin, Kumi, Yoshi, Florian, Tina, que mesmo a viverem já no dia seguinte, ou no dia anterior e que mesmo sem estarem fisicamente connosco há imenso tempo, recordam a data, celebram à distância e relembram-me o que dificilmente esqueço: que é um privilégio ser mamã desta minha menina.

E às amigas Flickr que fazem já parte dos nossos dias…

E à familia…

Obrigada!

e Domingo celebramos!

Março 22, 2009

de que lindos são os filhos…

cheia de boa vontade, levo a G. e uma amiguinha a almoçar fora em plena semana de aulas.
coisa de miúdas crescidas, de “ladies who do lunch”.
a certa altura no restaurante senta-se na mesa ao lado um adolescente com um penteado com vida própria, endereço de email e provavelmente número de contribuinte e a amiga da G. faz um comentário surpreendentemente elaborado certeiro e sarcástico para uma piolha de 6 anos. E eu, a mais infantil das três digo-lhe:
- cuidado, ele pode ouvir-te.
e ela responde depois de lhe tirar as medidas:
- penso que seria mais rápida do que ele a correr e estamos muito perto da porta.
- mas eu sou um bocado lenta – digo-lhe eu.
nesse momento a minha adorada filha, a minha menina, a luz dos meus olhos, resolve vir em meu socorro.
- sabes – diz ela com ar de compaixão à amiga – a mamã tem maminhas grandes, estás a ver? – e coloca-lhes as mãos em cima para facilitar a identificação das mesmas – e quando a mamã corre as maminhas fazem assim para cima para baixo para cima para baixo – e exemplifica com as mãos – e não é confortável para ela, percebes? Por isso é que ela é mais lenta.

Março 15, 2009

de pintainha na capoeira – the movie!!!!

pela primeira vez na roda!

Março 12, 2009

de promessas…

mike_monteiro_mistakes_500px_artworkimage-308(de Mike Monteiro)

Março 9, 2009

de…

eventos recentes comprovam que há uma linha muito muito ténue que nos separa do outro lado. e vamos andando andando e subitamente não sentimos nada debaixo dos pés e a linha foi atravessada. e os outros procuram-nos e já não nos vêm e ainda há tão pouco estávamos ali.

na despedida da mulher-mãe que partiu esta noite que passou, ficou-me na mente a frase da S. :” que tenhas uma linda viagem”, e gosto de imaginar a Zé, com quem nunca tive intimidade, mas que fazia parte dos meus dias e de todos os que partilharam anos em Dili, dona da barca, em grande estilo, loura, linda, senhora do seu nariz a pôr definitivamente em pratos limpos essa história do sexo dos anjos.

e se alguém me disser que ela voltou para contar, eu acharei perfeitamente natural. porque as pessoas estão vivas enquanto são lembradas e algo me faz concluir que esta Zé vai durar muitos muitos anos.

Descansa em paz.

Março 8, 2009

de outra vez…

quando iniciei um bem intencionado, mas falhado,  processo de aprendizagem do Tetum nos anos 90, muito mal acompanhada pela P., e ensinada por um professor muito pequenino que de tão feliz por ter gente a fazer perguntas sobre Timor, se esquecia de nos ensinar e constantemente interrompido por uma miuda irritante que a cada 10 minutos nos lembrava que “o meu noivo é Timorense se eu for ao mercado como é que pergunto o preço da alface?” (dolar ida miuda, ou fifticens num dia bom), bem, nessa altura aprendi uma musiquinha que achava eu na minha ignorância que se foi ensinada pelo professor – que se punha em bicos de pés nas tónicas – é porque seria coisa muito tradicional…

 

lógico que na minha boa fé e apesar da fraca memória para a letra (era sobre uma carta?) fui fazendo lalalala à menina no espírito de fomentar as raízes…

hoje deparo-me perante 10 anos de engano…

a canção é de facto tradicional… mas Maori… da Nova Zelândia…

apesar de tudo, fala na mesma de amor… ,enos mal…

Março 6, 2009

de manias…

começa-se com uma sensação de rubor. assim como se fossemos púdicas e alguém nos falasse em dívida pública. depois surge o incómodo. não se sabe de quê ou com quê. é um incómodo geral. depois chega uma comichãozinha. coisa leve e tentamo-nos a observar no espelho e descobrimos uma borbulhagem quase púrpura, mal distribuida e a coisa espalha-se. chega ás costas, ao peito, náuseas,  mas apesar de tudo adormece-se. depois  acorda-se a meio da noite, ou antes disso, mas convencionou-se que quando se acorda antes do amanhecer estamos a meio da noite, e não se respira devidamente.

tenta-se apanhar todo ar em grandes golfadas, mas não resulta. e a solução é ficar muito quieta, tão quieta que dê para enganar o corpo convencendo-o que não precisa de muito oxigénio… e com cada inspiração chega a memória da primeira vez; e revejo as cortinas brancas com bonecos pequeninos, a colcha amarela em quadrados de lã tecida, a posição da cama de ferro e o levantar-me a correr para abrir a janela e tentar respirar.

e lentamente a coisa acalma e volta-se a cair no sono, ainda muito quieta, enrolada na mesma posição. muito muito quieta. de manhã acorda-se já a respirar normalmente, mas o corpo, aborrecido com o truque fácil da imobilidade, vinga-se com um pescoço que se recusa a mover.

e anda-se assim, com o pescoço em posição de quem tem saudades do ontem.

e no dia seguinte a coisa repete-se.

e tudo, tudo por causa da maldita espetadinha com carne de porco…

Porco!

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