Arquivo para Novembro, 2008

Novembro 26, 2008

de o rei vai nú?…

Tenho com Timor uma relação diferente da maioria das pessoas que conheço por duas razões; essa e a outra.

 - A outra porque dediquei grande parte do tempo em que deveria estar a decorar teorias de Durkheim, refinar o discurso académico e justificar o dinheiro investido no ensino privado, a trabalhar a nivel nacional e internacional, a questão da autodeterminação através do Movimento Associativo. Muitos anos antes da coisa realmente acontecer.

 - Essa, porque tenho uma filha Timorense, que herdou uma história de luta vivida por cada uma das mulheres da familia dela, que lutaram e morreram ao lado dos homens.

Amo Timor como se ama um filho travesso.

À minha filha ensinei a dizer que sente orgulho por ser Timorense. Ensinei-lhe o 12 de Novembro, versões ingénuas dos conflitos dos ultimos 2 anos, a reconhecer o cheiro da terra molhada depois das primeiras chuvas, do café ainda em planta, da canela raspada da árvore. A temer corcodilos e tubarões na água, a gritar quando vê um escorpião, trincar amendoim caramelizado e sate de coração de búfalo… e tudo isto para que ela crie uma dupla identidade em que não haja lugar há supremacia de uma cultura sobre a outra, dentro dos limites do possivel, do razoavel e do viável; moldado pelas minhas próprias limitações…

Recusei empregos que me providenciariam dinheiro que me faz muita falta, por ter consciência de que um dia quando ela crescer, terei que lhe justificar cada um dos meus envolvimentos profissionais como afirmações de carácter politico. E sei que não teria forma de encontrar justificações válidas.

Hoje o M telefona-me a chamar-me a atenção para o artigo do Pedro Rosa Mendes no Público. E lêmo-lo em conjunto ao telefone.”Timor-Leste; a ilha insustentável”.

Não conheço o Pedro Rosa Mendes, nunca convivi com ele em Timor, nunca o vi sequer e não tenho qualquer referência sobre a razão que o terá levado a escrever um artigo daquele género. No final fica a sensação de que nada do que diz é novo e tudo o que escreve o é. A novidade do artigo reside na ortografia do discurso. E é como se cada conversa no bar do hotel tivesse sido passada á escrita. E isso traz consigo a tristeza enorme que advém do fim de um estado de negação, e da consequente perda da inocência. E eu fico sem saber decidir se o acho corajoso, destemido ou simplesmente inconsequente.

Novembro 24, 2008

de simpsonizada…

carla-simpson

porque nunca digo não ao rapaz do enfado mesmo que seja uma corrente!

e passo-a ao ordep, à pepe, e à Isabel, que me parecem ser os únicos capazes de dar continuidade à coisa sem chamarem nomes feios à minha progenitora.

ide aqui e simpsonizem-se!

e by the way, notem como estou mais magra na foto!!!

Novembro 20, 2008

de e ainda mais uma…

a pilha de quilts acumulados lentamente a chegar ao fim…

esta feita também a partir de uma capulana e 100% feita à mão…

ufa!

a coisa até saiu direitinha, mas ainda não houve paciência para a passar; hence as engelhas. Voila!

Novembro 14, 2008

de pronta também…

na capulana diz: “Hata Bado Hujasema Utasema Sana” que significa simplesmente “mesmo antes de falares vais já dizer muito”

pois é…

 

Novembro 13, 2008

de queremos uma…

andreia

descobri via ordep, um novo projecto que promete coisas deliciosas para os pequenos brincarem.

por cá já temos esta que chegou no Natal, feita pelo Thomas.

mas esta ilha, esta ilha…

o fogão, o lava louça, a madeira, o pouco espaço que ocupa…

e o Natal tão perto…

mais detalhes, no site do AtelierMob

Parabéns Andreia! está irresistivel!

Novembro 8, 2008

de para o advento/advent calendar…

à semelhança do ano passado e by popular demand, o calendário do advento.

este ano com tecidos diferentes.

lindos de olhar chaaaaaatos de fazer!!!

Novembro 6, 2008

de pronta…

demorou… mas a capulana está quiltada e quente e linda!

acho eu, claro…

one down, three to go!

Novembro 5, 2008

de “I have seen the Promised Land”…

esta noite os meninos negros na América, adormecem sabendo que o céu deixou de ser o limite quando se chega ao cimo da montanha e finalmente se vê a terra prometida.

a terra prometida não tem mel como a da Biblia; tem justiça social e uma mensagem de igualdade onde se deixa de falar em raça e se trabalha a unidade.

a terra prometida precisa de se estender pelo mundo e de o tingir e de chegar até aqui.

e nessa noite as meninas castanhas, adormecerão sabendo que o céu deixou de ser o limite quando não se acorda todos os dias a desejar que ninguem lhes note a cor.

a audácia da esperança é também isto.

it´s not just the economy, stupid

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