Arquivo para Fevereiro, 2008

Fevereiro 25, 2008

CAFE PRESS

 

tenho um brinquedo novo!

Fevereiro 24, 2008

CHILD LABOR CÁ POR CASA

 

A menina já está saudável!

eia eia

Fevereiro 15, 2008

SERÁ A ANITA VINTAGE?

  

Só tive um livro da Anita em miuda.

Considerados antipedagogicos porque a menina fazia tudo muito rapidamente e na perfeição.

Mas eu secretamente gostava muito daquilo. Adorava as ilustrações – eram um contraste interessante ás modernistas dos livros que tinha em casa.

Gostava da Anita no Jardim, onde num só dia ela concebeu um jardim inteiro e ainda construiu um represa no riacho, e as estações mudaram em duas páginas e os pais deixaram-na pintar ferro com tinta branca e em  nenhum momento do processo houve uma única intervenção de um adulto responsável.

Cá em casa, por falta de um adulto responsável, tenho que ser eu a supervisionar as actividades da minha filha.

Hoje descobri via Planeta Tangerina que os Franceses andaram a brincar com a miuda.

Porque não me lembrei de fazer eu isto antes!!!!???

 E ainda: o Inferno voltou oficialmente a existir (Via xicórias e xicorações . Interessante, como sempre).

Fevereiro 12, 2008

Han?

 

Quando era miuda ía-se ao sábado ao mercado. Um edificio coberto dividido por sectores. Entrava-se e do lado direito à esquerda, estavam as padarias e os talhos. Ao lado umas escadas que davam acesso ás frutas e legumes – os produtores locais de um lado e os outros do outro. Na parte de fora os tremoços de todo o tipo e as coisas de semear.

Mas a minha parte favorita era a zona do peixe – logo a seguir ás flores não muito longe do pão.

A zona do peixe estava permanentemente inundada. saltava-se de poça em poça. tinha cheiros estranhos mas não desagradáveis, falava-se muito alto e o peixe estava coberto de pedras gigantescas de sal que ás escondidas eu apanhava… e gostava daquela acidez que me ficava na boca que me lembrava o mar.

Hoje, mais de 10 anos depois, voltei à zona do peixe, que é limpa, sem cheiros e sem sal. Há pedras de gelo. E grita-se menos, mas continua-se a ouvir o diga lá minha linda, meu amor e meu anjo aquela coisa de peixeira que se aprende quando se vai para lá trabalhar mesmo quando nunca se passou a noite de pés na areia e credo na boca, como eu imaginava que as outras faziam. Não é que as outras alguma vez o tenham feito, mas eu cresci a ver a Faina e afins e quando se cresce em pseudo-ambiente de esquerda a classe trabalhadora tem que ser sofredora.

Hoje pedi as 4 douradas e a miuda gira, morenona, matulona, mais ou menos da minha idade (miuda portanto), diz-me:

- Oh amor são 10 euros e 3. Mas esteja descansada minha linda, que não lhe peço os 3 de volta que até parecia mal.

- Han? -digo eu – Ahhh! exclamo vários segundos mais tarde. E saí de lá reconciliada.

Fevereiro 10, 2008

AS NOVAS BOTIJAS ou COLECÇÃO PRIMAVERA/VERÃO!!!!

 

As novas botijas chamam-se Mucas e foram feitas a pensar nas dores de cabeça e febres!

e aquelas coisas irritantes de quando chega a Primavera,

as febres dos mais pequeninos que precisam de mais uma ajuda para além dos Brufen e Benuron.

não sendo tão frias como as de gel, mantêm no entanto a temperatura durante um periodo mais longo , e não têm de ser envolvidas antes de colocadas em contacto com a pele.

podem como é lógico também ser utilizadas quentes. e o ideal seria ter duas para situações que exigem a alternância de frio com quente.

ou até várias não  vá o padrão do saquinho chocar com as cores do pijama…

 

Nota: a criança da foto não sofreu qualquer tipo de violência durante a produção das mesmas.

Nota 2: esta semana mais padrões de sacos.

Fevereiro 10, 2008

Domingo 10 de Fevereiro de 2008 – 14.32H

 

 

“Sabes mamã, estive a pensar, o Pai Natal são as pessoas.”

Fevereiro 9, 2008

…e mais Monstras

na foto, 4 monstras. A maior é só mesmo minha!

feitas da mesma forma destas galinhas, nas mesmas tardes quentes mas com brisa de Ubud, com o mesmo chá pelo meio e a conversa em frases com verbos no infinitivo.

 

ficam aqui sossegadas à espera que alguém as leve para casa.

na barriga, escondida, não há meninos que se portaram mal, mas apenas um saco para o que der e vier, no mesmo espírito deste

Fevereiro 9, 2008

as tais monstras

já tinha prometido falar delas
acho-as tão tão feias que acabam por ser irresistiveis.
e como todas as mulheres, monstras ou não, também têm segredos.
mas estas abrem-se:
e olhem o que lá está dentro:
o saco é feito de pedaços de tecidos tradicionais javaneses
os vestidos das monstras têm pedaços de velhas sedas
e sabem para que são mesmo mesmo úteis?
não me ocorre nada de momento…
mas se as não tivesse feito acho que as teria mesmo de comprar!!!
2 disponiveis
Fevereiro 6, 2008

Gui, 5 anos e a perder um dente…

 

Cansada de andar, cheia de xixi e ainda com algum caminho pela frente, a menina precisava de ser entretida. À falta de imaginação começo:

- Boa Tarde como está a senhora? Vai para casa?- pergunto-lhe.

- Sim, sim, tenho os meus filhos à espera e tenho imensos sabe?

- Ai sim? Mas estão sós?

- Não está lá a nanny, mas penso que ela não é muito responsável. Eu falo falo falo mas ela não me ouve.

- Então e quantos filhos tem?

- Bem, tenho 10. 12 são adoptados e os outros 4 fiz na minha barrriga?

- Ahh então tem ajuda do pai desses, não é? ele fica lá a brincar com eles quando sai?

- Não não. Nenhum tem pai. Fi-los sózinhos na barriga. Não encontrei nenhum rapaz inteligente…

Fevereiro 4, 2008

…pra lisboa

 

Há dias em que apetece fazer tudo à mão. Pegar em qualquer coisa, fio, pano, botões e construir um objecto sem que mais nada possa interferir.

Há dias em que o nosso desejo ou a frustração de não conseguir controlar o que nos rodeia, ou o que nos afecta, ou o que interfere com o nosso trajecto, nos leva a pegar em fio pano botões e construir um objecto onde controlamos todos os passos.

Sem máquinas de costura a desviarem-se para o lado que lhes apetece, sem bobines que não bobinam, sem agulhas que paralisam.

Não, tudo assim na ponta dos nossos dedos. A crescer, a ganhar cor, a ganhar forma ou desforma.

Mas a brotar como se fosse Primavera. E com joaninhas a trepar até chegarem lá ao cimo que não se sabe bem onde é, porque um cachecol é coisa mais ou menos redonda, mas que quando lá chegam abrem as asas e voam.

Voam.

Fevereiro 1, 2008

Do Carnaval

 

contrariada vesti-a de Branca de Neve. Uma história de que não gosto, nunca gostei e que nada tem a ensinar aos meninos.

 é a menina tonta que vai para a floresta com um caçador, que entra na casa dos outros e come e dorme , que abre a porta a estranhos aceitando ofertas, e que é salva não pela sua astúcia, mas ficando para ali deitada até que vem um principe e faz o serviço.

a branca de neve é linda porque é branca e rosada.

e ela lá foi em azul e amarelo tipo bandeira do municipio, com os cabelos livres dos caracóis que a irritam, o batonzinho rosa e a mãe sem máscara mas armada de lenços de papel que limparam o nariz a 3 anões, o vomitado de um príncipe e secaram cabelos de 3 princesas mais incautas.

e no fim do cortejo animado por meninas crescidas de cueca enfiada no rabo e mamilos semicobertos, ao som de tambores tocados por meninos crescidos devidamente cobertos com calça e camisa, mas ambos molhados pela chuva, ela pergunta: mas e o carnaval onde é?quando vamos?

e regressa-se a casa onde ela corre a vestir fato de banho e manear o rabo, porque graças ao departamento de educação do meu municipio, as meninas da idade dela aprenderam hoje outras coisas que podem fazer: enfiar as cuecas no rabo e maneá-lo enquanto ritmicamente os meninos batem no tambor.

e estranhamente ela estava quase feliz, porque passou duas horas rodeada de meninas exactamente iguais a ela. e esta sensação de pertença é quase tão importante como o pseudo rigor politico da mãe.

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