Arquivo para Janeiro, 2008

Janeiro 30, 2008

CAPULANA DEALER

 

quando fiz os meus primeiros quilts de capulanas – dito assim parece que foram muitos na verdade foram só dois mas estão vários em processo de… – várias pessoas me escreveram a perguntar onde arranjava os panos dado os padrões serem um pouco diferentes do que normalmente, por estas bandas, se associa aos panos Africanos.

já tinha dito que num post anterior que eram capulanas Moçambicanas, não forçosamente originais de lá, mas compradas lá , em Pemba, e a sua maioria produzidas na India para o mercado da Tanzânia. sim a aldeia global!

julgo que chegou a hora de apresentar a cara da pessoa que as escolhe minuciosamente e lhes faz os devidos testes de resistência e qualidade.

na foto que se segue apresento-vos o sr. Mumuca, o meu dealer textil, sedeado no norte de Moçambique e que leva verdadeiramente a sério esta delicada tarefa.

segredo desvendado!

Nota: o apêndice patal que espreita entre os panos é da progenitora, que ao que consta financia a operação. Fica aqui a garantia de que todos os panos são lavados aquando a sua recepção…

Janeiro 27, 2008

WIP MAIS OU MENOS

Janeiro 23, 2008

STILL AVAILABLE

uma das maiores com cãezinhos – mas porque só gostam de gatos?

e o útimo gingerbreadman

Janeiro 22, 2008

#10 Teddy Moo

adolescente rebelde mas com hábitos compulsivos, Teddy _____ aka Teddy Moo,foi até tarde o ursinho da mamã. Depois de uma dia, por voltas das 16.30 ter sentido o despertar da sua consciência social, dedicou-se à defesa dos ursos mais oprimidos a quem foi vedado o direito à hibernação.

Hoje vive em fuga, disfarçado de vaca. Tem enfrentado sérias dificuldades em encontrar parceira.

Janeiro 20, 2008

TEDDY 9

regressou da floresta com as memórias dos amigos;

uma tartaruga triste, uma macaco gingão, um esquilo catita, uma coelha com música no coração…

e pássaros…

e flores…

Janeiro 17, 2008

QUARTA DOS BOTÕES À QUINTA – PARTE 1

Estes botões procuram uma casa (sou optima em trocadilhos fáceis!!!).

sou todos solteiros. sentem-se sós.

têm cerca de 2,5cm de diâmetro os maiores (€1.75). e 2cm (€1.50) os mais pequenos. são forrados a tecido japonês, mas dado os padrões serem “largos”, por vezes é dificil colocá-los aos pares.

esta semana apresentamos os que estão sós. para a semana os que estão aos pares. na semana seguinte os que estão em trios… e por aí fora…

J1J2J3J4J5J6J7

J8J9J10J11

caso ao passarem com o cursor não surja o nº da foto, queiram as freguesas saber que os botões estão por ordem: começa no J1 e termina no J11, sendo portanto fácil de os identificar!

eu não me entendo com as fotos no wordpress… aparece tudo fora do lugar…

mas há muita dignidade na derrota, portanto, desisto.

gostaria ainda aqui de partilhar a notícia de que finalmente foi confirmada a identidade da Monalisa, sabemos agora que todos os recursos financeiros utilizados ( e que poderiam perfeitamente ter sido dispendidos na valiosa aquisição de botões) estão totalmente justificados. sinto também que hoje o mundo é um sítio melhor para viver.

para as que como eu por vezes são invadidas por uma terrivel vontade de bater em alguém, mas não o fazem, um link (via Rita)

Janeiro 16, 2008

AS QUARTAS DOS BOTÕES…

passam a ser as quintas, porque o wordpress não me está a deixar colocar fotos…

Janeiro 15, 2008

JÁ ESTÁ TUDO A CAMINHO…

amanhã farei o balanço dos sacos térmicos que restam  e as mais indecisas e as que estão à espera poderão fazer a ultima escolha.

amanhã também, lançarei para venda os botões japoneses – as quartas dos botões. Todas as quartas haverão botões novos.

até amanhã!

Janeiro 11, 2008

TONTAS TONTAS TONTAS ANDAM AS GALINHAS…

 

Dizia eu que todas as boggers têm filhos. E que eu também. E grande parte delas usam-nas para demonstrar as coisinhas que vão fazendo. E as meninas aparecem lindas e com ar sorridente e muito muito cooperante, nas fotos com a iluminação certa e ângulo pensado,  que as mães lhes tiram.

Achando-me eu capaz de fazer o mesmo, vai de pegar na adorável criança e pô-la de galinha na mão em cima do naperon da avó.

Vários problemas surgiram:

- lá fora chove (tem que ser cá dentro e já são 6 da tarde)

- estão a dar os bonecos preferidos e o tema de hoje é um irmão mais velho imaginário (um tema recorrente nos ultimos tempos)

- estão a dar os bonecos

- estão a dar os bonecos

- ESTÃO A DAR OS BONECOS!

A coisa não correu muito bem. Arrastada para a entrada tiro-lhe mais uma à pressa.

Anda lá, querida, sorri!

- Estão a dar os bonecos, mamã!

- Os bonecos, mamã. ele tem um irmão.

Em suma a galinha é um saco. Foi feita por mim e pela Ibu Tia em Bali. A Ibu tia é uma senhora com pelo menos 354 anos ou talvez 355, que aproveita todos os pedacinhos de panos do atelier dos filhos e faz estas coisinhas bonitas. vive em Ubud.

eu passei muitas horas com ela, e fui cortando os pedaços e conversando tanto quanto as minhas habilidades linguisticas permitiam. Fizemos também uns monstros. Mas isso eu mostro amanhã.

é que estão a dar os bonecos e ele hoje tem um irmão.

Janeiro 10, 2008

#8 Scarface

Ele poderia ter feito a guerra do ultramar, ter-se alinhado na Legião estrangeira, tatuado Amor de Mãe,

mas escolheu ser o teddy mais cool da minha rua.

Será por certo o único brinquedo mais ou menos infantil, a possuir imagens substancialmente gráficas

de uma mulher semi-nua.

Assim como os passaportes Portugueses.

apesar de tudo tem uma carinha laroca…

Janeiro 9, 2008

FROM RUSSIA WITH LOVE

Nasceu o Teddy 7.

É menino.

Janeiro 6, 2008

REVISÃO DA MATÉRIA DADA

Em Janeiro estávamos em Bali. O novo ano trouxe chuva, vento, um mar agitado e uma espécie de esquilos a saltitar de árvore em árvore.

Passámos a noite no “flying piano” até os proprietários se começarem a despir

Em Fevereiro inicia-se o processo de desencanto. A Gui adoece pela primeira vez e nasce a Leila. Começa a sentir-se cansaço, um certo esgotamento… mas há pequenas coisas que nos fazem querer gostar.

Em Março a Gui faz 5 anos e adoece sem que se saiba o que tem e decidimos deixar Timor. Apresento a minha demissão e entro em negociações de data de saída!!!

Em Abril vamos a Bali para fazer exames e férias. Ao terceiro dia adoeço e fico sob vigilância médica num quarto no Hotel! Mesmo arrastando-me, fiz compras!

Em Maio intensificamos as sessões de panquecas e maple syrup com a Rita e o Abade. Temos um acidente de automóvel e descobrimos o “Dr.” Luis que recebe Baucau ás quartas e sábados e tem dois dentes de leite. Medicina alternativa em Los Palos…

Parte de Junho foi passada na cama em recuperação, gerindo o escritório à distância. O cansaço é cada vez maior. Consegue-se “autorização” para terminar o contrato no final do mês seguinte.

Julho, eleições em Timor. A UN trabalha desalmadamente durante quase 3 dias!!!! Reunimos quase 200 professores no meio do caos e da instabilidade despedimo-nos e partimos. Para Bali.

Agosto. Portugal, descanso e uma visita ao hospital. Perdemos uma amiga no Benim.

Em Setembro chega o Dalai Lama, parte o Balzac e inicia-se o periodo do desinteresse!

Em Outubro renasce a fada do lar que há em mim e começo a recortar os jeans cá de casa.

Em Novembro nasce o “the great craft disaster”. Um sucesso estrondoso na blogosfera portuguesa apenas comparável ao rigor ortográfico do Abrupto.

Em Dezembro faço a minha primeira venda internacional para o estrangeiro. Para Austrália!!!! A Austrália é no estrangeiro! e fico tão cheia de mim, que celebro com imensas torradas com manteiga Açoreana.

Este foi 2007. Um ano pouco emotivo. Poderia ter sido pior. Poderia ter perdido dois ou três dentes ou descoberto orgãos internos masculinos.

 Terminei o ano de mãos ocupadas e descobri que isso me dá uma satisfação total.

 essa satisfação levou-me a compreender que na minha vida profissional preciso de ver resultados imediatos. que preciso de me envolver em projectos com objectivos de implementação rápida e efeitos de curto e medio prazo. preciso de usar as mãos. de ver coisas palpáveis a sair delas. como o patchwork, como os teddies. coisas que aquecem .

do Great Craft disaster tirei a experiência de aprender a gostar de receber feedback. de me acanhar, mas sabendo que o essencial é não me levar muito a sério, tirar um prazer enorme de saber que as minhas coisas passam por mãos que não conheço, e que as embalagens ao chegar causam emoções semelhantes ás que tinha quando me limitava a recebê-las. e para onde quer que o meu próximo trabalho me leve, sei que levarei o Craft Disaster comigo, adaptando-o ao local, e ao tempo, e à disponibilidade, mas sabendo que preciso dele e da calma que vem de uma tesoura e uma agulha e tecidos que falam quando por eles passamos as mãos.

 Amanhã retomarei a rotina e os envelopes em faltam serão enviados.

(Incluindo o da paciente Kooca!!!)

Bom Ano para todas. que os vossos respectivos Deuses vos apontem o caminho e mesmo não vos desviando dos solavancos da viagem, vos dêem a força para se erguerem de nariz ao alto e olhos nas estrelas.

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